quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Castelo Feliz



Ao longo da vida, todos nós construimos castelos.
Eu também construi os meus.


Uns o vento levou;
Outros bateu asas e voou mesmo antes de virar um pensamento específico;

Outros foram abortados pelo caminho;

Mas outros sobreviveram aos espinhos;

Estou feliz estes dias;
Uma calma reina em meu castelo mais profundo: meu coração

Sinto muitos medos;
Medos de que a vida me seja mais uma vez ingrata;
e me leve você para um outro castelo onde eu não serei mais sua rainha.

Às vezes sinto, não sei se pelo medo,
que alguém mais jovem e cheia de sorrisos
venha destruir o meu castelo de Amor,
que construímos ao longo da vida;

Seria somente medo?
Seria somente a incerteza?
Seria o medo da idade chegando?
Seria falta de Amor que com o tempo
amadurece e cai no porão do esquecimento?

Não sei, e no momento nem quero saber;
Meu castelo está feliz;
E isso, é tudo o que importa.


Amo você.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Saudade

Como manhas de sol, são suas palavras ao meu ouvido e coração.

Ontem, meus olhos se negaram a transbordar.

É que o coração já sabia pela linguagem do Amor
que você me faria feliz naquele entardecer de
muitas chuvas,
de céu cinzento, de sentimento de vida perdida...


Você chegou cedo para me fazer feliz.

Para não me deixar pensando nos dias em que eu acho que não vivi a vida como ela deveria.

Em meu peito há um grito forte de saudade.

Saudades de tantas coisas que nem consigo achar um nome certo para ela.

Saudade do que não fiz. Saudade do sonhei e nao realizei.

Não tenho saudades do que deixei para trás.
Mas uma saudade infinita de não ter vivido o
presente.

E certamente não terei passado para lembrar e nem
para contar.
Um medo enorme se apodera de mim, quando penso que num futuro
próximo,
esse mesmo futuro, não me permita fazer as coisas que
desejei fazer no presente.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Embaixo do chuveiro

Tem dias na vida da gente que parece que abriram um chuveiro.

Chove lá fora, chove aqui dentro.
Parece que o corpo virou rio.

Meus olhos não deixam as águas transbordarem.
Parece que estão secos, mesmo que por dentro há um rio querendo sair.

Nem felicidade nem tristeza.

É um estado de dormência. Tudo dói, tudo machuca, tudo fere. Há um lamentode perda.

Perda de tempo que nao se viveu.

Queria chorar, mas ás águas não chegaram.

Mesmo que em mim exista um rio.